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Cultura

08/11/2019 15:40

Crianças e adolescentes aprendem técnicas de escrita literária no encerramento do Pré-Flin

“Fazer poesia é fácil quando estimulamos nossa imaginação”, disse o arte-educador Evanilson Alves, que encerrou o Pré-Flin com uma oficina de escrita criativa para estudantes do Colégio Estadual Batista Neves, em Cajazeiras V. Com o projeto Poesia de Quebrada, ele realizou dois dias de oficina com jovens de diferentes idades, recitando poemas autorais e de outros poetas marginais.

Idealizador do Sarau da Onça e do Grupo Ágape, no bairro de Sussuarana, em Salvador, o arte-educador é também poeta, músico, articulador de juventude, professor da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) e produtor cultural. Tem dois livros publicados: O Diferencial da Favela — Poesias Quebradas de Quebrada (2014) e A Poesia Cria Asas (2014).

Para Evanilson, a riqueza deste projeto está em incentivar e fomentar a leitura, a escrita e dividir conhecimento sobre a literatura marginal, disponibilizando recursos para que os estudantes possam falar das suas realidades e da sua comunidade. “É muito bacana poder despertar o senso crítico dessa juventude para as cenas e situações do cotidiano. Então esse é o trabalho: aproximar essa literatura e fazer as pessoas entenderem, sobretudo os mais jovens, que é possível sim ser escritor, arte-educador, ou o que eles quiserem”, diz.

A oficina recebeu alunos de diferentes idades. Safira Santana, de 11 anos, do 6º ano da escola, revela que já escreveu músicas e poemas. Até o momento, somente o seu pai, sua irmã e uma amiga próxima sabiam do seu segredo. “Minha amiga sempre me estimula a escrever e vi uma oportunidade aqui de aprender técnicas, formas de melhorar minha escrita e ter mais criatividade. Meu sonho é ser cantora!”

Maria Vitória Lira, de 18 anos, do 8º ano, também participou da oficina e ficou admirada com a possibilidade da produção autoral. “É a primeira vez que eu participo de um espaço assim e eu estou gostando muito! Eu gosto muito de arte, em geral. De dança, literatura e leio muita poesia. Estou gostando de escrever e penso em ensaiar para ganhar prática”.


Campanha Leia e Passe Adiante

Durante a manhã e a tarde, estudantes de todas as turmas foram sorteados com um livro da Campanha Leia e Passe Adiante, da Diretoria de Livro e Leitura (DLL), da Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult), responsável pelo festival. Ao todo, foram 400 livros distribuídos, com títulos que iam de romance a história da Bahia.

A estudante Iara Janaína, de 13 anos, do 8º ano, foi sorteada e escolheu o livro “Poéticas Periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”, livro que inclui poetas de Cajazeiras, organizado pelo escritor Valdeck Almeida de Jesus. “Escolhi esse livro por me identificar com a poesia. Prefiro ler a ficar no celular, às vezes. É uma forma de aproveitar melhor o tempo, aprender coisas novas ou se inspirar em outras pessoas”.


Pré-Flin

As oficinas acontecem desde setembro, junto a bate-papos e outras atividades educativas com crianças e adolescentes das escolas estaduais da região. Além de aulões pré-ENEM sobre a História da Bahia na História do Brasil para jovens pré-vestibulandos e Campanha Leia e Passe Adiante, com distribuição de livros nas escolas.


Fonte: Ascom/ FPC

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