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Educação

14/06/2018 16:50

Comunidade escolar comemora 64 anos do Centro Pestalozzi

Os estudantes do Centro de Atendimento Educacional Especializado Pestalozzi da Bahia, localizado no bairro de Ondina, em Salvador, viveram um dia especial, acompanhados pelos seus familiares, em comemoração aos 64 anos da unidade da rede estadual que oferece Atendimento Educacional Especializado (AEE), com especialização no atendimento a alunos com Trans­torno do Es­pectro Au­tista (TEA). A data foi marcada com o 1º Ciclo de Palestras sobre Família e Educação, realizado nesta quinta-feira (14). Na ocasião, foi iniciada a primeira formação do ano para professores das escolas regulares onde estudam os alunos do Pestalozzi.

Dona Leonice Souza ressaltou o trabalho do Pestalozzi e os benefícios que o projeto educacional da unidade tem trazido para a sua filha, Antônia Reis Souza, 11 anos, 5º do Ensino Fundamental. “Cheguei aqui quando minha filha tinha três anos e fomos muito bem acolhidas. Posso dizer, com propriedade, que esta é a nossa segunda casa. O atendimento prioritário é para os estudantes, mas nós, mães, que somos as cuidadoras de nossos filhos, também recebemos uma atenção excelente e ainda recebemos orientações, participamos de palestras e ganhamos empoderamento. Nesses oito anos que estamos na unidade, minha filha evoluiu bastante. Ela não falava nada e hoje se expressa bem e melhorou o seu domínio dos conteúdos pedagógicos”, relatou a mãe de Antônia, que mora em Inhampube (170 km de Salvador) e vem uma vez por semana ao Pestalozzi.

O diretor, Ricardo Baqueiro, fala da emoção de estar à frente de uma instituição que tem contribuído para o fortalecimento da Educação Inclusiva na Bahia. “O Pestalozzi tem dado certo ao longo desses 64 anos porque, mais importante que a sua estrutura material são o comprometimento e o envolvimento das pessoas que aqui trabalham. Isto fez a unidade acontecer e chegar onde chegou, com seus 270 alunos, 44 professores e 28 estagiários”. O gestor destacou, ainda, que, além do atendimento de AEE, a instituição faz um acompanhamento das famílias, promovendo atividades recreativas e diálogos com psicólogos.

A coordenadora da Educação Especial da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Patrícia Braille, destacou a importância do Pestalozzi para a Educação Inclusiva na Bahia. “O Pestalozzi vem, há 64 anos, ofertando atendimento educacional especializado, acolhendo famílias e desenvolvendo projetos que ampliam o potencial do seu público-alvo, a exemplo de cultivo de horta, favorecendo o processo de inclusão em classes comuns. A atual gestão tem dado ênfase à Arte, à Educação Física e à família, organizando eventos para a comunidade, professores e estudantes com ou sem deficiência”, comemorou a gestora, destacando a palestra da Marleide Nogueira, mãe do lutador de jiu-jítsu, Igor Nogueira, que falou da importância do esporte no desenvolvimento do filho e “que o Pestalozzi é imprescindível para as famílias alcançarem vitórias substanciais no desafio de criar e educar seus filhos autistas”.

Dentro da programação comemorativa, destaque para as palestras “Família, educação e direitos humanos”, com a professora mestra e doutoranda Ariadne Cruz; “Políticas sociais, família e educação”, com a professora doutora Bárbara Caldeiras; “Educação e família na sociedade contemporânea: novos arranjos”, com a professora doutora Maria Angélica Vitoriano; e “A responsabilidade de educar e de cuidar: quando a deficiência segrega mães e cuidadores de estudantes com TEA”, com a professora doutora Maria Angélica Coutinho.

Pestalozzi


As seis décadas de existência do Pestalozzi são marcadas pela luta per­ma­nente pela in­clusão socioeducacional dos estudantes, visando a garantia do direito de acesso e permanência dos alunos na escola comum, mediando às ações educacionais e sociais, de forma que respeitem os limites e possibilidades individuais e coletivas, traduzidas na valorização da pessoa humana e exercício da cidadania. O centro realiza, entre outras atividades, oficinas de arte e de informática, jogos pedagógicos, aulas de Educação Física, música, letramento e horta, sempre estimulando o envolvimento das famílias. Também são feitas parcerias com faculdades de Psicologia para atendimento às mães.

Edu­cação Inclusiva

No âmbito da Educação Inclusiva, a rede es­ta­dual de en­sino tra­balha com Aten­di­mento Edu­ca­ci­onal Es­pe­ci­a­li­zado (AEE), atuando com estudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e/ou altas habilidades/ superdotação, nas escolas regulares, e, de forma complementar, em 65 Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), em 12 Centros de Atendimento Educacional Especializado e seis ins­ti­tui­ções con­ve­ni­adas, aten­dendo, no total, aproximadamente oito mil es­tu­dantes.


Fonte: Ascom/ Secretaria da Educação

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