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Carnaval

12/02/2018 08:50

Pipoca Pop – A Outra Banda da Festa marca a presença do pop rock no Largo do Pelourinho

Uma mistura que se tornou uma grande festa entre amigos. Três carreiras musicais que se unem para oferecer ao público do Carnaval do Pelô as marcas sonoras que acompanham Maglore, Giovani Cidreira e Ronei Jorge. O Largo do Pelourinho foi tomado, neste domingo (11), por uma multidão que aguardava ansiosamente pela apresentação de Pipoca Pop – A Outra Banda da Festa.

“Essa é a primeira vez que eu toco no Carnaval em minha cidade”, revela o cantor Giovani Cidreira ao contar sobre o seu sentimento ao tocar na folia do centro histórico. Para ele, esse é o Carnaval alternativo, com a presença de artistas completamente diferentes ao que encontramos nos grandes circuitos da cidade. “Eu sempre quis tocar aqui no Pelourinho, num lugar aberto para todo mundo, no Carnaval. E agora, nós estamos realizando esse sonho”, conta Cidreira.

O repertório passou por seus trabalhos individuais, mas também não deixou de tocar aquelas músicas de Carnaval que mexem não somente com os artistas, mas todo o público presente. “Aqui a celebração do Carnaval é mais plural e diversa”, conta Teago Oliveira, vocalista da banda Maglore.

Para ele, o carnaval do Pelô é histórico e tem sido uma oportunidade maravilhosa apresentar esse trabalho para um público tão diverso. “Por ser um formato de palco, aqui há características mais convencionais de apresentação, o que não tira o seu brilho, porque o local é lindo e o clima de Carnaval é igual em qualquer lugar da cidade”.

A ideia de fazer esse trabalho conjunto surgiu de forma natural. Giovani é um grande amigo de toda a banda Maglore e Ronei Jorge sempre foi referência para todos eles, portanto, a afinidade musical já estava posta e essa foi a oportunidade que eles encontraram para concretizar uma vontade latente. “Agora a gente conseguiu por sorte e destino juntar essas três gerações e, de alguma maneira, as influências de nossos repertórios são bem parecidas”, diz Cidreira.

Tocar em uma formação inédita e pela primeira vez no carnaval tem sido uma experiência completamente diferente para o cantor Ronei Jorge, que sempre esteve do lado do folião. “Esta é uma experiência nova e interessante, porque a gente observa que tem uma abertura para outros gêneros. Talvez isso seja uma característica própria do carnaval, que sempre contou com samba, pagode e, de certa forma, a música pop e rock sempre estiveram por ali”, avalia.

Jorge ainda explica que na apresentação está inclusa uma música de seu novo trabalho, que deve ser lançado em abril. Nesse novo álbum, o cantor provoca um diálogo entre sua voz e as vozes femininas, que pertencem às instrumentistas que compõem o grupo. A partir daí, sua sonoridade passeia desde Tom Jobim a Caetano, numa intenção de ter uma apropriação maior da MPB. “É um disco que tem bastante a ver comigo, mas também aponta para um novo panorama para o que eu imagino para um trabalho autoral hoje em dia”.

Antes do show começar, a produtora cultural Adriana Santana estava na expectativa da banda entrar no palco. Para ela, é importante que haja esse espaço para outros estilos musicais dentro do carnaval de Salvador, porque assim o torna mais plural e mais democrático. “Hoje eu vim especialmente assistir a um trio de rock que vai tocar aqui no Pelourinho, que são atrações mais diferentes do padrão e é aqui onde encontramos o lugar do rock no carnaval”, opina.

Carnaval da Cultura

O Carnaval da Cultura é o Carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites da Secult e do Carnaval da Bahia.


Fonte: Ascom/Secult

Áudio:

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