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Cultura

11/06/2019 21:18

Tríduo de Santo Antônio abre temporada de festejos juninos

Santo Antônio abriu oficialmente os festejos juninos nesta terça-feira (11), no Pelourinho. Dividida em três partes, a abertura do Tríduo de Santo Antônio reuniu uma celebração religiosa, a Ópera Junina e o Encontro de Sanfoneiros. Promovida pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), a programação gratuita prossegue até quinta (13).

"Esse momento representa a manutenção das nossas tradições, da nossa cultura e da fé religiosa que o povo baiano tem. Santo Antônio é um santo português muito venerado, principalmente pelo povo do Centro Histórico. Temos uma igreja de Santo António e várias casas também festejam, há muitas décadas, no Santo Antônio Além do Carmo. Aqui é o lugar da tradição, da memória e da história", afirmou a secretária estadual de Cultura, Arany Santana. 

A médica e turista paulistana Maria Ogawa e um grupo de mais cinco amigas acompanharam o andor com a imagem de Santo Antônio desde a sede do CCPI, em procissão até o Palácio Rio Branco. "Lá em São Paulo não tem essa energia. Tinha uma senhora do meu lado cantando junto. Foi uma grande emoção para mim. E tem mais uma coisa: eu filmei tudo e mandei para todas as minhas amigas lá em São Paulo e disse que elas todas vão desencalhar", brincou a turista.

Entre os devotos, a professora Nazaré Barbosa, 55 anos, revelou que a relação com o santo começou quando uma tia fez 80 anos. "Ela me pediu de presente os santinhos para distribuir. Eu conheci os vários santos, cantos, orações e comecei a gostar. Foi daí que passei a acompanhar a trezena. Quando eu vim de Morro do Chapéu, em 2007, pedi a Santo Antônio para encontrar um apartamento e acabei encontrando na região da Igreja de Santo Antônio da Barra. Em pouco tempo, Santo Antônio me deu uma escola para trabalhar também na Barra". 

No Palácio Rio Branco, a Ópera Junina apresentou o repertório tradicional do oratório de Santo Antônio com uma roupagem de música clássica. Músicas do cancioneiro tradicional, como 'A nós descei, divina luz', 'Ladainha' e 'Ave Maria', também foram lembradas. "Este núcleo de ópera foi criado há cerca de três anos e deu certo. Além de ópera, tem aquele swing baiano que dá um toque especial em todo projeto. É uma atração para a gente da Bahia e de fora", disse o maestro Aldo Brizzi. 

Programação

No Dia dos Namorados (12), a festa do santo casamenteiro continua. A saudação com Encontro de Sanfoneiros será no CCPI, às 18h. Em seguida, haverá a reapresentação da Ópera Junina, desta vez na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 19h.
 
Já na quinta (13), Dia de Santo Antônio e última noite do tríduo, a celebração litúrgica será novamente no CCPI, às 18h, enquanto a Ópera Junina será executada no Largo Quincas Berro D’Água, às 19h. A programação terá encerramento especial com a quadrilha Cia da Ilha e show de Jota Velloso.

A coordenadora artística do CCPI, Thelma Chase, lembrou que o Ciclo de Festejos Juninos do Pelô continua até 30 de junho. "Nós estaremos com shows de diversos artistas da terra e vamos ter shows diariamente nos largos Pedro Arcanjo, Quincas Berro D'Água e Tereza Batista. São 26 atrações dos estilos forró tradicional, pé-de-serra, universitário e eletrônico", explicou. 

Repórter: Raul Rodrigues

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