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Justiça Social

07/12/2017 16:40

10ª edição do Mais Grafite visita colégio em Nova Sussuarana

Mais pertencimento, criatividade, cores, cidadania e Mais Grafite. A décima edição do projeto que usa a arte como fator de transformação social chegou ao Colégio Estadual Ruth Pacheco, no bairro de Nova Sussuarana, em Salvador, na tarde desta quinta-feira (7).

O Projeto Mais Grafite, executado pela Coordenação Estadual de Políticas para a Juventude (Cojuve) da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), é composto por palestras e oficinas, divididas em dois momentos: pela manhã, os grafiteiros Prisk, Questão Bigode e Júlio Costa, artistas participantes da iniciativa, deram noções da manifestação artística aos estudantes, que pela tarde colocaram em prática o que aprenderam nos muros da escola em que estudam.

O grafiteiro Prisk garante que para a parte prática “o mais importante é aprender a manusear o spray, a tirar o ar da lata e usar os diferentes tipos de válvulas, para traçar e chapar personagens, muro e desenho”. As lições foram aprendidas pelos alunos. A estudante do oitavo ano, Marcele Silva, já está dando aula: “O grafite é cultura, não é um ato de vandalismo”. O colega de turma Clebson Santana também absorveu o conteúdo passado: “Tem diferenças entre a pichação e o grafite, que é uma forma de se expressar”.

“No momento que o estudante participa ativamente dessa atividade, fica subentendido que esse espaço é do aluno por pertencimento e esse jovem agrega valor, inclusive à preservação do patrimônio escolar”, avalia a diretora da unidade escolar, Sandra Pitanga. A assessora da equipe da Cojuve, Luana Soares concorda com a pedagoga: “Temos percebido, nas escolas, uma mobilização entorno do projeto, tanto de escolas solicitando que o projeto vá e dê continuidade quanto de alunos que têm se interessado pelo grafite e até procurado os grafiteiros para aprender mais sobre a arte”.

Inserido no contexto do Programa Pacto Pela Vida, o Mais Grafite desperta, nos alunos da rede pública de ensino, o sentimento de pertencimento e cuidado com as unidades escolares que frequentam, através da arte, podendo se estender a outros espaços das comunidades em que vivem.

Mais espaços

Através do Mais Grafite, equipamentos urbanos têm recebido, também, os trabalhos feitos pelos artistas parceiros e por alunos do projeto. É o caso das pilastras do subsolo da Estação da Lapa, que ganharam artes em homenagem ao Novembro Negro e do muro da sede da Operação Ronda Maria da Penha, em Periperi, colorido para lembrar o Dia Internacional de Combate À Violência Contra a Mulher.



Repórter: Renata Preza

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