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Cultura

07/12/2017 09:00

Cortejo Afro faz Concha Negra de dezembro

Encerrando o primeiro ano do Concha Negra e abrindo alas para o verão, o Cortejo Afro comanda a 4ª edição do projeto, neste domingo (17), às 18h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O espetáculo terá como convidados especiais a banda BaianaSystem e o Núcleo de Ópera da Bahia, além de abertura com a dupla performática Kaylane e Kathleen.

Iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), via TCA e o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e em alinhamento com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a ação garante o lugar da música afro-baiana na programação mensal do maior complexo cultural da Bahia. Os ingressos, a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), podem ser adquiridos no site Ingresso Rápido, na bilheteria do TCA ou nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista.

Concha Negra
Público vai curtir a batida percussiva do Cortejo, que mistura ritmos africanos, batidas eletrônicas e pop.
(Foto: Julien Karl/Divulgação)

A banda Cortejo Afro, criada em 2 de julho de 1998, na comunidade de Pirajá, faz uma batida percussiva que mistura ritmos africanos, batidas eletrônicas e pop, intitulada de “revolução musical afro-baiana”. Sua origem, dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oiá, sob a inspiração e orientação espiritual da Yalorixá Anizia da Rocha Pitta, Mãe Santinha, atesta toda a sua identidade, autenticidade e força.

O grupo é parte integrante do Bloco Cortejo Afro, idealizado pelo artista plástico Alberto Pitta, que há mais de 30 anos desenvolve trabalhos ligados à estética e cultura africana. Em cena no Carnaval de Salvador e nos seus famosos ensaios pré-carnavalescos desde 1999, o bloco apresenta releituras de experiências musicais e da estética afrodescendente, transmitindo alto astral, por meio de suas roupas exuberantes, músicas e coreografias ricas em movimentos ligados à cultura afro.

Convidados

Concha Negra
O fenômeno BaianaSystem vai levar mistura do Sound System com a guitarra baiana.
(Foto: Cartaxocria/Divulgação)


Na mistura do Sound System com a guitarra baiana, o BaianaSystem é o sistema baiano contemporâneo de uma sonoridade universal e solar. Fenômeno da cena artística atual, é um dos principais nomes de um movimento independente, que busca ressignificar a música urbana produzida na Bahia. Criada em 2009, a banda tem a guitarra baiana de Roberto Barreto junto à retórica provocativa de Russo Passapusso e às linhas de baixo de SekoBass, além da base percussiva (eletrônica ou orgânica), característica de ritmos afro-latinos como frevo, samba-reggae, pagode, groove arrastado, ijexá, kuduro, reggae, dub, entre outros.

O Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), regido pelo maestro Aldo Brizzi, tem como solistas Graça Reis, Vanda Otero, Carlos Eduardo Santos, Josehr Santos e Henrique Moraes. Com um ano de criado, já tem currículo extenso na junção do erudito com o popular, das vozes líricas com o rufar dos tambores, em parcerias com nomes como Cortejo Afro e Gilberto Gil e apresentações na Europa. A companhia objetiva explorar a potencialidade dos cantores líricos da Bahia e dos demais artistas de diferentes segmentos envolvidos na produção de uma ópera, aproximando o gênero musical lírico do universo cultural brasileiro, por meio da sua popularização.

Concha Negra
O Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) apresentará o resultado da junção do erudito com o popular
(Foto: Ascom/TCA)

Para abrir a noite, a dupla Kaylane e Kathleen, duas jovens negras, usa teatro, música e poesia para questionar a sociedade sobre assuntos como racismo, homofobia, misoginia e invisibilidade do povo negro. A proposta é de exaltar a beleza e a inteligência de negros e negras, valorizando seus talentos, saberes e empoderamento em busca de uma sociedade igualitária.

Concha Negra

O projeto Concha Negra se compromete a fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios. O incentivo a mais um canal de visibilidade e acesso à música afro-baiana se alinha a políticas que reconhecem a cidadania cultural e a afirmação de identidades, combatendo preconceitos e valorizando a expressão das variadas manifestações humanas.

primeira etapa do projeto foi iniciada em setembro, com show dos Filhos de Gandhy, em seguida com o Muzenza, em outubro, e Ilê Aiyê, em novembro, e segue por um semestre até o mês de fevereiro. Depois do Cortejo Afro, completam a lista - Olodum (7 de janeiro) e Malê Debalê (4 de fevereiro). Além das apresentações principais, cada espetáculo tem a participação de pelo menos um convidado especial e também uma abertura com intervenções de outras linguagens artísticas, como teatro, dança e moda.

Fonte: Ascom/Teatro Castro Alves (TCA)

Áudio:

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