• Novembro Negro

Cultura

14/11/2017 11:55

Caravana da Música chega a Ilhéus e Itacaré

A música da Bahia conhecendo a Bahia. Esta é a proposta do Caravana da Música, um circuito de bandas baianas da capital e do interior, que chega à Itacaré (Praça São Miguel, Orla), no dia 18 de novembro, com o grupo Skanibais e à Ilhéus, no dia 19 de novembro, com o Africania (Praça Castro Alves), ambas apresentações às 19h, com entrada franca. Realizado pela Maré Projetos Culturais, com patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, programa de incentivo fiscal da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), o projeto conta com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Ilhéus por intermédio da Secretaria de Cultura e da Prefeitura Municipal de Itacaré via Secretarias de Turismo e de Cultura.

O Caravana da Música já passou por Senhor do Bomfim, Juazeiro, Vitória da Conquista e ainda levará música para Lençóis, Lauro de Freitas, Euclides da Cunha, Cachoeira e Santo Amaro, recebendo apresentações de nomes como Bando Velho Chico, Dão e a Caravana Black, Grupo Botequim, Lucas Santtana e Samba Chula de João do Boi.

Além dos shows, as duas cidades receberão oficinas gratuitas voltadas para músicos, estudantes e pessoas interessadas. Em Itacaré, os músicos do Skanibais realizarão o workshop intitulado Ska - A história, o ritmo e suas nuances, no dia 18 de novembro, das 9 às 12h, na Secretaria de Cultura – Praça do Canhão. O público de Ilhéus receberá a oficina Samba de Roda do Sertão Baiano, a ser realizada na Biblioteca Pública Adonias Filho, no dia 19 de novembro de 2017, das 9h às 12h. Para participar, as pessoas interessadas deverão enviar email, com dados (nome completo, RG, CPF e experiência) para contato@mareproducoes.com.br

Samba e Ska

Tanto Itacaré, quanto Ilhéus poderão conferir trabalhos que bebem em diferentes sonoridades nascidas a partir das matrizes africanas. De um lado os Skanibais, que tem no ska jamaicano as bases sonoras do seu trabalho, que sobretudo agrega o sotaque e o modo baiano de fazer música. De outro, as raízes sertanejas que se misturam com a sacralidade da cultura afro-brasileira da Africania.

A identidade sertaneja do grupo Africania, além de asseverar o respeito ao divino e o vigor dos batuques, revela sua hospitalidade quando acolhe influências do afro-jazz, da música caribenha e do acid-rock. É com a consciência de suas raízes, que o grupo se reconhece enquanto semeador de uma sonoridade universal.

Idealizado em 2006 por Bel da Bonita, Africania contabiliza em seu currículo sete discos (seis destes inéditos ainda), além de ter concebido três trilhas sonoras para filmes. Desde o lançamento do disco ORI, em abril de 2016, o grupo se dedica a apresentá-lo, e vem circulando por importantes festivais como: XV Feira da Música-CE, XVIII Mostra Sesc Cariri de Culturas -CE, IX Ressonar Festival-BA, III Recôncavo Jazz Festival-BA, VII Jurerê Jazz Festival – SC, II Festival Caymmi de Música, dentre outros.

Em atividade há três anos, o Skanibais faz uma enérgica fusão entre o ska, as filarmônicas do Recôncavo e a malemolência do reggae baiano. Com extravagantes metais, a sonoridade do grupo se destaca pela vivacidade rítmica e a versatilidade de seu repertório. Além das composições autorais, eles reinterpretam clássicos do ska, do reggae, da MPB e do samba, alternando entre temas instrumentais e hits cantados.

Toda esta inventividade e potência sonora se traduzem em apresentações efervescentes, costumeiramente inspirando o público a dançar e interagir com suas músicas. O Skanibais é formado por João Teoria (voz/trompete), Matias Traut (trombone/direção musical), Ito Bispo (saxofone), Kiko Souza (sax/ flauta), Léo Couto (sax barítono), Gilmar Chaves (trombone), Alan Dugrave (contrabaixo), Juliano Oliveira (teclado), Marco Oliveira (guitarra)e Uirá Nogueira (bateria).

Interiorização


Segundo o superintendente de Promoção Cultural da Secult, Alexandre Simões, a iniciativa valoriza a produção baiana e divulga a nova geração de músicos. “O Fazcultura tem como propósito patrocinar a cultura, viabilizar os novos e também os atores já consagrados no meio cultural local. Os patrocinadores têm a oportunidade de investir em atividades dos mais diversos formatos e tamanhos. É uma grande oportunidade para as empresas ter seus nomes alinhados com produtos e eventos de qualidade”.


Fonte: Ascom/Secretaria da Cultura do Estado (Secult)

Áudio:

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