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Desenvolvimento Social

17/07/2017 18:20

Projeto Olodum nos bairros realiza oficinas na Comunidade de Atendimento da Fundac

O ritmo dos tambores do Olodum invadiu a Comunidade de Atendimento Socioeducativo – Case Salvador, da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), nesta segunda (17) levando noções de ritmo, marcação e muita disciplina para cerca de 40 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação na unidade, localizada no bairro de Tancredo Neves.

Essa é a segunda edição do projeto, que também já beneficiou 15 adolescentes em cumprimento de medida na Case Feminina. Segundo Gilmário Marques, instrutor de percussão e integrante do Projeto Rufar dos Tambores, a oficina, com duração de 12 horas, já foi realizada com sucesso nos bairros Nordeste de Amaralina, Uruguai e Vasco da Gama. “O projeto é igual, aqui ou em qualquer lugar que o levamos. É preciso que os participantes entendam que é um processo de paciência e organização para entender os movimentos e as ‘paradas’ do samba reggae. É preciso também muita disciplina e vontade de trabalhar junto”, afirmou.

Há cinco anos integrando a Escola Olodum, Yuri Chocoshow, 19 anos, monitor das oficinas de percussão, não escondeu a euforia. “Essa oficina é o pulo do gato! Se tive essa oportunidade, faço questão de mostrar para eles que eles também podem!”, afirmou o músico, reiterando que o trabalho com jovens é fácil. “Eu gosto de incentivá-los. Nós temos a mesma idade e a mesma linguagem, por isso nos entendemos bem.”

A oficina realizada na Case Salvador faz parte do Projeto Escola Olodum Pela Paz e Pela Vida – Educação, Cultura e Cidadania, iniciativa apoiada pelo Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Segundo a Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH/S), o projeto continua sendo executado de forma bastante exitosa e isso possibilitou a emissão de um parecer favorável pela secretaria para ampliação do prazo do convênio em nove meses.

A oficina segue até a próxima quarta (19), quando os alunos das oficinas de percussão e dança afro serão certificados e realizarão uma apresentação prática do aprendizado às 15h30, na pérgola da unidade de atendimento socioeducativo. Segundo a professora de dança Dora Lopes, a experiência é muito enriquecedora. “Costumamos trabalhar grupos mistos e hoje temos um grupo masculino. Vai ser um desafio, pois alguns ainda não têm noção de dança. Mas o interesse destes é contagiante”, disse, afirmando que o aprendizado nas oficinas pode ser fator de reintegração social para os participantes.



Fonte: Ascom/ Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac)

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