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Cultura

23/05/2014 14:30

Cem dias de manifestações artísticas marcam o retorno da Bienal da Bahia

Depois de 46 anos, desde sua última edição, a 3ª Bienal da Bahia anuncia, nesta sexta-feira (23), a programação de 100 dias que vai contar com exibições de obras, realização de oficinas, ciclos de filmes, performances, além de debates e encontros com artistas que participam do evento. Acontecendo simultaneamente em diversos espaços de Salvador e em mais de 20 cidades do interior do estado, a mostra terá a abertura oficial no dia 29 maio e segue até o dia 7 de setembro, com programação gratuita e aberta ao público.

As primeiras bienais no estado aconteceram em 1966 e 1968, quando foi fechada após dois dias de aberta por forças do Regime Militar, que consideraram algumas das obras expostas subversivas. Como participante das duas primeiras edições, o artista plástico Juarez Paraíso agora reúne obras que a ditadura censurou, para exibir em um trabalho de memória, mais de 40 anos depois de produzidas. “Essa bienal é um resgate da manifestação cultural do nosso povo e uma necessidade da Bahia em exibir o centro de arte nacional e universal, que o estado já é”, afirmou o artista.

Foram investidos mais de R$ 7 milhões do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (Secult), para a realização da bienal que reúne mais de 180 artistas de cerca de 25 nacionalidades. Entre eles, estão Lia Robatto, Jota Cunha, Juraci Dórea, Juarez Paraíso, Gaio, Maxim Malhado, Camila Sposati e Omar Salomão.

Interior

Para o secretário da Secult, Albino Albim, a terceira edição da bienal marca uma retomada de um processo importante da manifestação artística no estado. “Expandimos as exibições para o interior para despolarizar essas obras. Não teremos um salão de artes em Salvador porque a bienal não faria sentido sem a participação e inclusão de outras cidades baianas”. Participam também da bienal mais de 20 municípios como Vitória da Conquista, Lençóis, Monte Santo, Feira de Santana e Canudos.

Tema

A temática das obras selecionadas para a bienal relaciona-se com a pergunta tema da mostra - “É tudo Nordeste?”, com o intuito de discutir conceitos como regionalismo, determinismo, numa reafirmação da cultura nordestina enquanto plural, através da apresentação da experiência cultural e histórica.

Para o curador-chefe e também diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Marcelo Rezende, a ideia é não só aproximar os artistas das pessoas que visitarem as obras. “A ideia é que haja trocas de saberes, a bienal precisa do público para acontecer, para se relacionar de perto com o que está sendo exibido. Esse é um espaço de compartilhamento de experiências”, explica.

A abertura oficial do evento acontece na próxima quinta-feira (29), às 18h, no pátio do MAM-BA. Mais informações estão no site da Bienal da Bahia.



programação bienal bahia

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